AÇÕES FORMATIVAS | SETEMBRO

C U R S O S

Jardins da Cidade | BIOMAPA: CARTOGRAFIA SOCIOAMBIENTAL E REFLEXÕES COLETIVAS
Com Andréa Bossi e Lucas Barreto
De 09 a 30.09, quartas
Das 9h30 às 12h30Casa do Butantã - Praça Monteiro Lobato, s/n - Butantã


Biomapa é uma metodologia de diagnóstico e planejamento participativo em que os envolvidos fazem uma leitura do seu espaço, identificando e localizando pontos de interesse como equipamentos sociais, áreas verdes, corpos d’água, bem como questões sociais, ambientais, culturais e potencialidades. Essa leitura geográfica materializada em mapa interativo retrata o momento em que se encontra o ambiente foco, além de estimular o sentido de pertencimento individual e coletivo. A possibilidade de territorialização das questões socioambientais facilita o planejamento e a execução de ações. É uma ferramenta de planejamento democrático que permite a participação de públicos diversos, pois são utilizadas inúmeras formas de expressão tais como símbolos, desenhos, palavras e imagens. A estratégia pedagógica de capacitação para utilização da metodologia ocorre por meio de uma vivência desenvolvida em três etapas: explanação conceitual; estudo de meio; construção coletiva de biomapa e apresentação de resultados.

Andréa de Almeida Bossi
Graduada em Ecologia pela UNESP Rio Claro, Especialista em Educação Ambiental e Recursos Hídricos pela USP São Carlos e Mestra em Ciências pela Unifesp Diadema. É Analista de Meio Ambiente da SVMA/PMSP desde 2011, atualmente integrando a Divisão de Formação em Educação Ambiental e Cultura de Paz da UMAPAZ. Antes de ingressar na prefeitura de São Paulo, atuou por 13 anos em projetos e programas em instituições relevantes na área socioambiental brasileira.

Lucas Marques Barreto
Licenciando em Ciências Sociais Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH - Unifesp), técnico em química pela Etec de Suzano. Estagia desde outubro de 2025 na Divisão de Formação em Educação Ambiental e Cultura de Paz (DFEPAZ) da UMAPAZ. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência desde 2025. Atuando no ano de 2024 enquanto bolsista do programa de extensão Quintal do Campus.

Classificação indicativa: 16+


Jardins da Cidade | FLORESTA COMO BIBLIOTECA
Com Auritha Aurilene
De 01.09 a 22.09 - terçasDas 14h às 17h
Casa do Caxingui - Praça Ênio Barbato, s/n - Caxingui

O curso Floresta como Biblioteca propõe uma reflexão sobre a floresta comoespaço vivo de conhecimento, memória, oralidade, cura, observação etransmissão de saberes. Parte-se da compreensão de que, para muitos povosindígenas, a floresta não é apenas natureza ou paisagem, mas um territóriopedagógico onde vivem histórias, ensinamentos, cosmologias, cantos, práticasde cuidado e modos de existência. Ao reconhecer a floresta como biblioteca, o curso amplia a noção de leitura eescrita, valorizando a escuta, a experiência sensível, a oralidade, aancestralidade e os saberes inscritos no corpo, no território e nas relaçõescoletivas.

Auritha Aurilene
Escritora, poeta e contadora de histórias indígena do povo Tabajara, nascida no Ceará. Vencedora do Prêmio Jabuti 2024, constrói sua obra entre a oralidade ancestral e a literatura contemporânea. Desde a infância, quando aprendeu a ouvir e narrar histórias em sua comunidade, faz da palavra um caminho de memória, cura e resistência. Seus livros, poemas e performances levam a cultura indígena para escolas, festivais literários e palcos do Brasil e do mundo. Em 2025, foi patrona do Concurso de Poesia do SESI São Paulo, que homenageou sua trajetória e levou seu nome a estudantes de diversas cidades. Auritha escreve para manter vivas as vozes dos ancestrais e semear, nas novas gerações, o respeito à diversidade e às raízes da terra.

Classificação indicativa: 16+


VIDEOCLIPE ANTES DO REC
Com Bruno Arrivabene e Vitin Allencar
De 05 a 26.09, sábadosDas 13h30 às 16h30
Solar da Marquesa de Santos - Rua Roberto Simonsen, 136

O curso Videoclipe Antes do Rec é uma imersãocriativa, liderada pela dupla de diretores Dois Pontos que trabalha com grandesnomes do pop nacional e atuam em muitos projetos audiovi-suais ligados à música e arte. Os encontros visam estimular a criatividade e expandir ohorizonte dos participantes na produção de videoclipes independentes. Durante a imersão, os alunos analisam o mercado atual e as novas tendências, aprendem a transformar ideiasem tratamentos e a formatar projetos para videoclipes.


Bruno Arrivabene
Natural de Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Me interessei por cinema e audiovisual na adolescência, sempre com olhar para o imaginário, as narrativas e os processos criativos. Em 2015 fundei ao lado de Vitin Allencar a Dois Pontos Filmes, produtora audiovisual que me trouxe muitas experiências e realizações na área, como produção de clipes, entre outros, de PABLO VITTAR e GLÓRIA GROOVE.



E N C O N T R O S


ATELIÊ NA CHÁCARA | SEM NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO PRÉVIA

Laboratório de investigação em modelos vivos,  com mediação de Lídia Ganhito e modelos 
Todos os sábados, de 01.08 a 05.12, das 14h às 17h  
Chácara Lane - Rua da Consolação, 1024
Classificação indicativa: 18 +

Distribuição de senhas por ordem de chagada 30 minutos antes do início da ação. Sujeito à lotação 
Necessário levar materiais de desenho.

Estes encontros propõe uma reflexão conceitual sobre as políticas de representação do corpo e as relações de poder envolvidas no ato de olhar/ser olhada, representar/ser representada. Partimos da hipótese de que é possível disputar os espaços da representação e que, quando olhamos para quem posa, entendendo este corpo como um corpo de artista, algo se transforma. O curso, constituído de 18 encontros independentes, aos sábados e ao longo do 2º semestre de 2026, será dividido em três grandes blocos, com a temática central voltada ao corpo da mulher e suas relações com o mundo que a/o cerca. 

Os encontros não exigem presença em todos os dias e para participar é necessário levar os próprios materiais artísticos para desenho. 


Sobe Lídia Ganhito e pessoas modelo convidadas:

Lídia Ganhito é artista, pesquisadora e educadora. Doutoranda pelo IA-UNESP / Universitat Barcelona e coordenadora do grupo de pesquisa FIGAS (Feminismos, Imagens, Gênero, Artes e Sexualidades), desenvolvendo sua pesquisa sobre o cânone do nu nas artes visuais e o ateliê de modelo vivo espaço de disputa das representações dos corpos. Atua em ateliês colaborativos de modelo vivo desde 2012, realizando oficinas nos SESCs Pinheiros (2025), Paulista (2019), Parque Dom Pedro (2018) e Pompéia (2012); em universidades como a UNESP (2012-2018), UNILA (2015) e PUC-SP (2014); e também nos centros culturais Bananal Arte (2025), La Cinètika Barcelona (2024), Casa da Luz (2019), Casa do Povo (2017), CCSP (2017-2018), e Praça das Artes (2016). Integra o coletivo gestor da Cratera, espaço independente que existe desde 2022 em São Paulo.

Marcelle Louzada - Modelo vivo
Marcelle Louzada é artista do corpo e pesquisadora das relações humanas. Doutora em Educação pela Unicamp e Mestre em Artes pela UFMG, constrói sua trajetória na intersecção entre arte, educação e clínica. Psicóloga de formação, atua na clínica terapêutica com enfoque na maternidade e nos atravessamentos do feminino.

Val Souza - Modelo vivo
Val Souza é artista e pesquisadora. Sua prática artística se baseia em pesquisas iconográficas sobre a representação histórica de mulheres negras. Através da produção de imagens de si, sua obra contrapõe o imaginário social brasileiro com noções de abundância e alegria. Doutoranda em Artes Visuais pela UNESP, mestra em Dança pela UFBA e formada em Pedagogia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Participou de exposições e festivais nacionais e internacionais. Em 2020, recebeu a Bolsa de Fotografia ZUM/IMS.

Sandra Vilchez - Modelo vivo
Artista, formada pela vida e pela SP Escola de Teatro. Pesquisadora autônoma apaixonada pelas artes híbridas e performáticas. Integrante do FIGAS - Feminismos, Imagens, Gêneros, Artes e Sexualidades. 

Raquel Santos - Modelo vivo
Raquel Santos é mãe, migrante sudestina, professora de educação básica na prefeitura de São Bernardo do Campo, percussionista no bloco Afro Ilú Obá de Min e corpógrava marginal. É também doutoranda no PPG Artes da Unesp na linha de Arte educação e mediação cultural. 

ciber_org - Modelo vivo
ciber_org é uma pessoa transmasculina, bacharel em Artes Visuais, pela UFMG, e mestrando em Processos Artísticos Contemporâneos, pela UDESC. Investiga a construção da identidade no século XXI, operando triangulações que suspendem as fronteiras entre real x virtual, online x offline, humano x máquina. Enquanto artista transmídia, apresenta obras em diversas linguagens, como vídeo arte, instalação, realidade aumentada, escultura, e performance conectada à internet. ciber_org aposta no hibridismo como estratégia para fabular novas possibilidades de corpo e de mundo.

Pacor
É pesquisadora, artista visual e poeta. Coordenadora do grupo de pesquisa FIGAS (Feminismos, Imagens, Gêneros, Artes e Sexualidades) e doutoranda no IA-UNESP com o projeto "D/existências pornográficas na imagem-sapatão: masculinidade dissidente, História da Arte e pós-pornós". Mestre em Artes com a dissertação "Imagem Sapatão: Práticas pensantes de racha/dura" (2024), além de licenciada e bacharela em Artes Visuais com a os trabalhos de conclusão de curso "Estudante mulher lésbica artista" (2017) e "Feminismos, gênero e uma arte/educação da desviância" (2018) pelo mesmo IA-UNESP.