Brenda Lee: a anja das travestis

“Quando uma travesti entra na universidade, transforma-se a vida dessa travesti. Quando muitas travestis entram na universidade, transforma-se a sociedade” – Lohana Berkins

Em plena década de 1980, quando a aids tomou as manchetes ao redor do mundo, em uma verdadeira epidemia social, quando a desinformação e o preconceito ameaçavam a existência de pessoas LGBTQIA+, em especial gays e travestis, Brenda Lee encampou uma luta por acolhimento e, simultaneamente, foi semente para as reivindicações que se seguiram nas décadas posteriores por parte desse grupo social, historicamente excluído de políticas públicas. A narrativa sobre Brenda Lee e o Palácio das Princesas privilegia dois fios condutores: a luta de Brenda, como pioneira, no amparo a travestis infectadas ou não pelo HIV; e a emergência dos discursos ligados a populações LGBTQIA+.

Alecsandra Matias
Curadora

©Raquel Santos, 2021